sábado, 4 de outubro de 2008

Eu era feliz e não sabia?

Tantas coisas boas acontecem né?
E, na maioria das vez, nós só conseguimos percebê-las quando já é tarde demais. Quando o momento já passou. Quando, praticamente, é impossivel tê-lo de novo.
Mas o que é isso? Uma real falta de tato da nossa parte, que nos faz sempre querer mais e nunca saber aproveitar e dar valor a um pequeno momento? Ou uma compulsiva vontade de querer ter tudo o que está perdido, tudo o que é mais dificil?

Se antes de trabalhar minhas tardes eram livres, eu reclamava que não tinha nada pra fazer.
E agora vejo, o quanto elas eram preciosas. E quantas coisas eu gostaria de fazer, que poderia ter feito naqueles dias...

Se antes de perdê-lo eu não estava nem ai pra ele, agora ao vê-lo com outra talvez eu o queira de volta... Pra que? Pra mostrar que eu consigo? Pra mim mesma? Ou porque agora que perdi, vi que era importante...?

Ahnn... Esses momentos perdidos. Cazuza entendeu logo, o tempo não para. Seria tão bom poder voltar de vez em quando... Mudar algumas coisinhas...

E outras... Deixar identico como foi, isto é, se eu souber fazer de novo como fiz naqueles tempos... Nem sabendo que era capaz de fazer.

Daqui a um tempo, com certeza vou valorizar muito mais o dia de hoje. Mas só perdendo pra entender realmente o valor que tinha, estar aqui, escrevendo.

À moreninha que me pediu esse texto.

sábado, 26 de julho de 2008

Os três lados do papel

É possível sentir necessidade de alguma coisa que ainda não existe? Ou será que só realmente sentimos essa necessidade quando sabemos que ela está ali, prontinha para ser usada?

Existe uma diferença. Uma idéia fácil: Quanto você sente que precisa de um carro voador sabendo que ele não existe? Inútil pensar nisso. Ou, se eu disser que já é a última moda do outro lado do mundo e que vai chegar logo ao Brasil, a preço de banana, agora você precisa de um? Já vou logo escolher meu modelo.

Grandes autores defendem a idéia de que o homem não consegue sentir falta de algo que ainda não existe. É comprovado. Pesquisas feitas antes de lançamentos de produtos mostram que, se não fosse pela ousadia de uns, o I-pod, por exemplo, nunca seria lançado. Nas pesquisas, ele seria inútil, e pelo seu preço, jamais sairia das lojas.

Realmente, a grande maioria talvez não saiba o que quer. Mas alguém sabe. Sê não, de onde vem as idéias inovadoras? Algumas poucas pessoas com certeza pensam diferente e são capazes de ver o terceiro lado da moeda, algo raro, mas que está lá. Um lado invisível que alguns conseguem tocar.

Os problemas do dia a dia estão aí. E já é bem difícil enxergá-los. Saber melhorá-los ou solucioná-los é um grande desafio. Mas alguém sempre fez isso. Alguém descobriu que ver a imagem além de ouvir o som poderia ser muito mais interessante, e inventou a televisão. Aposto que a grande maioria já estava muito satisfeita com o rádio.

Máquina de escrever? Pra quê se já existe a caneta?

O homem não pára... Criando e facilitando cada vez mais o cotidiano acomodado daqueles que não enxergam a inovação. E a impressão que temos, desde a invenção do fogo, é que nada mais pode melhorar. Já estamos no máximo de tecnologia, né? Não. Estamos num pedaço de presente do passado, em que daqui a 100 anos, vão pensar como é que conseguíamos viver tão bem sem o teletransporte. E mais mil outras coisas que precisam ser descobertas, facilitadas e aprimoradas.

Para aqueles com capacidade de ver o invisível.

domingo, 22 de junho de 2008

Troca de intenções

Algumas vezes é preciso se perguntar o quanto vale a pena se arriscar por outra pessoa. O quanto ser simpática com alguém ajuda ou não. Dar "bom dia" para pessoas desconhecidas faz realmente alguma diferença?
Diferença pra quem? Para mim ou para elas?

Para mim... Me sinto educada talvez...
Para elas... Não sei... Quem sabe elas pensem "Nossa, ainda existem pessoas legais no mundo"...
Mas... legais por um "bom dia"?

Alias... Será que quando fazemos tudo isso, pensamos em alguma dessas coisas? Ou vem simplesmente da educação familiar que nos foi ensinada, e na verdade nós nem pensamos em nada e essas palavras saem naturalmente por nossas bocas, sem sentimento algum.

Será que alguém já se arrependeu muito de ter tratado bem alguém que não mereceu?
De emprestar aquela coisa naquela situação, sabendo que se tivesse que ser o contrário, jamais aconteceria. É ruim ser bom com pessoas egoístas. Mas então significa que eu só sou educada com pessoas para ter algo em troca? Que irritante. Não sou assim.

Gestos e intenções. Nem sempre é possível mostrar tudo o que desejamos. Nem sempre é possível demonstrar realmente o que estamos sentindo. Nem sempre a pessoa que não lhe deu o desejado ou esperado por vc, soube que as espectativas eram tantas e ela, apenas, fez o melhor que pensou. Ou tentou fazer.

À garotinha que não correspondeu às minhas espectativas.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Joguinhos de amor (apenas para mulheres)

Será que alguém já parou pra pensar o quando somos ridiculas as vezes? A ponto de representar e aparentar ser algo que não somos; só para impressionar alguém.

Se informar sobre alguns assuntos cujo interesse é uma grande mentira, só para poder puxar um papo com aquela pessoa.

Duvido que você nunca fingiu interesse por aquele time de futebol que nem sequer é o que o seu pai torce... Ou assistiu aquela corrida só pra poder falar depois: "você viu aquela hora em que ele ultrapassou!"... Que grande mentira. Uma grande mentira que faz total parte do jogo.

Hoje em dia, para as coisas darem meio certas, é preciso mentir muito.
Ou no mínimo, fingir muito. Que não queremos ligar, que não estamos nem ai, que tudo não passou de um beijo, ou de um olhar. Temos que ser duronas o tempo todo, não deixar transparecer nem um pinguinho de sentimento. Esse é o jogo.

É receber uma mensagem e demorar alguns minutos para responder, ou fingir que nem está ligando pra conversa, só pra fazer um charminho. É ver aquela pessoa de longe, passar quase esbarrando nela, e fingir que nem viu.

Chega até a ser engraçado... Mas é verdade, esse é o jogo da conquista. Hoje em dia, sentir, amar, não é suficiente. É preciso conquistar alguém, sofrer e lutar por ela com garras e dentes.
Afinal.. Qual é a graça de gostar de alguém que já gosta de você..? Assim fica muito fácil.

Que droga de mania de complicar as coisas! Quem me dera poder chegar e dizer: "Oi! Tava afim de te beijar hoje, vamos ao cinema?" E então ele me acharia completamente normal e diria: "Claro! Tava pensando exatamente nisso, qual é o filme?", e dai nós iriamos no cinema e teríamos longos assuntos a noite inteira. Sonho...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Tudo ou nada?

Fim de semestre. Não sei se gosto ou não gosto.
É bom ver as férias chegando, marcar viagens, poder dormir até tarde e ficar fazendo nada ou tudo o dia inteiro. Que delícia... Um mês livre.
Um mês livre de tudo e de todos. Um mês que pode ficar muito chato depois de três dias acordando as duas da tarde sem ter o que fazer. Pode ser passado sózinho se todos estiverem viajando menos você. Ou pode ser passado distante se só você estiver viajando, e todo mundo aqui. Pode te engordar demais de tanto comer na frente da tv. Ou te deixar muito definida de tanto ir pro parque, pro campo, pra vida.

É sempre a mesma coisa né? Têm sempre aqueles dois lados...

É que parece que tudo que poderia acontecer de muito legal no semestre deixou pra acontecer justo no final... Odeio isso! Sempre tem aquela pessoa que você não tem intimidade ainda pra ficar ligando durante as férias... Mas que você com certeza gostaria de ver. É complicado. São essas pessoas que me fazem querer que o semestre não acabe. Porque daqui a um mes, pode estar tudo diferente e eu nem vou saber o por que.
E ainda pior... Pode ser que essa pessoa também queira me ligar. Mas também sinta que não pode, assim como eu sinto. E na verdade esse mês só serve pra estragar tudo! Tudo que poderia acontecer se ele não existisse. Ou tudo que eu poderia estragar sozinha, mas que justo com esse tempo, eu pense com calma e faça acontecer em agosto como deve realmente ser.

Julho... Pode me surpreender.
E pra você, você mesmo que está lendo esse texto agora, fica aí uma dica: Dá uma olhadinha pra cima... Agora. Pode ser engraçado.

Para quem me fez odiar julho.

sábado, 7 de junho de 2008

Grande disfarce de texto

Ser ou não ser, eis a questão.

É ruim pensar que escolher alguma coisa é excluir tantas outras.
As vezes me pergunto...
Não será muita coincidência mesmo se o amor da minha vida aparecer justo na minha vida...?
Existem tantas outras por ai!

Da mesma forma, me pergunto também, quais atitudes devem ser tomadas. Qual deve ser a escolhida, quais devem ser as excluidas.
E como sou arrogante. Quem é que disse que eu tenho o direito de escolher?
Crente que é assim... o que eu quiser vai ser? Não. Não mesmo.
O que torna as coisas ainda mais dificeis na verdade... Para as coisas acontecerem como elas devem ser eu preciso escolhe-las entre várias outras e elas ainda precisam querer ser escolhidas. Que doido!

Me lembrou física. Ação e reação, sabe? Talvez seja até um pouco disso mesmo. Mas talvez nada a ver com isso.

E agora me veio uma pergunta. Mas antes que eu a faça queria só deixar claro... Eu não sou filosófica nem nada disso. Nem uma física. Nem louca. Só estou um pouco confusa com algumas coisas. O que me leva a refletir. E escrever para organizar essas reflexões. Sem escrever não dá. Elas ficam muito embaralhadas, nem da tempo de pensar em uma por uma separadamente. E depois de escrever isso... claro que esqueci minha pergunta... droga, era boa.

Não sei sabe... Queria ter uma conversinha com Romeu e Julieta. Coisa rápida... só pra esclarecer umas coisas... Ou para avisar antes que elas acontecessem.

E como eu sou dramática.
Isso tudo é uma grande mentira.
Pelo menos até onde eu sei.
Ou até onde eu já descobri a verdade.
Ou o que eu penso que ela é.
Se é que ela existe...
Se é que ela não é só mais uma mentira disfarçada.


Dedicado aos três.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Coincidências do acaso

Sabe quando uma coincidência muito grande para ser coincidência aconcetece?
E nós meio que somos obrigados a pensar que, as vezes, a vida nos leva à caminhos engraçados...
Nos traça destinos estranhos.

Sim... Eu acredito na teoria do caos. Acredito que uma ação leva a outra, e que de certa forma, tudo está ligado. Acho que se você optou por não acelerar no sinal amarelo, e parou no vermelho, chegando 2 minutos depois do que normalmente chegaria, esta decisão foi fundamental para encontrar aquela pessoa no corredor, que cruzou com pressa naquele momento, mas que mudou seu dia de alguma maneira. Da mesma forma que, se você quebrar o braço hoje, é pra aprender que quebrar a unha amanhã, não é tão ruim assim.

A vida ensina. Ou melhor, suas decisões ensinam.
Por isso elas são fundamentais...
Tomar uma decisão errada, se isso for possível, pode ser tão importante quanto tomar uma certa. E as vezes a decisão errada é que leva ao caminho certo.

Isso não é tão fácil de escrever quanto de entender. É um racicínio bem simples.
Mas o fato é que senti isso esses dias. Sinto que preciso aprender alguma coisa, ou que preciso chegar em algum lugar. E estou optando pelo caminho mais dificil...

Dedicado a duas pessoas, que espero que não sofram pelos meus erros. Ou acertos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ao raio maior

Sabe aquele dia que você acorda estranha?
Que o tempo parece diferente e agradável, apesar de que, quando você abre a janela, ele está igual a todos os outros dias?
No caminho para a cozinha, em busca do café da manhã, você percebe que não vai dar tempo de tomar mais do que um copo de leite, porque em poucos minutos sua carona vai ligar dizendo que está passando. Mas isso simplesmente não te irrita. Como não?
A roupa que você escolhe não é a mais bonita do seu armário, nem a mais estilosa, nem a que te veste melhor. Mas hoje, você se sente simplesmente linda.
Ao sair de casa, você sente aquele ar gostoso de inverno verão ao mesmo tempo fazendo seu cabelo voar... em São Paulo?
Por mais que tudo aconteça igual, hoje está diferente. Está sim.
Aquele professor com sonífero na voz dá uma aula tão interessante...
Aquela chata da sua sala faz, pela primeira vez, um comentário útil!
No intervalo, o pão de queijo que você sempre compra, acabou de sair do forno.
Os funcionários sorriem pra você e desejam bom dia. Será que sempre foi assim? Será que hoje eles sabem que você está diferente? Ou você por estar diferente é que viu tudo isso acontecendo?

Acho que hoje acordei assim...

As vezes as coisas acontecem. Bem na nossa frente. E a gente se acostuma tanto com a rotina que passa a não enxergá-las. Por vezes cometendo a injustiça de não reparar uma mudança ou um comportamento diferente.

Nada melhor que uma boa noite de sono, um jantar agradável com a família, um butequinho com velhos amigos, uma musica na hora certa, ou alguém especial que, apenas para te agradar, mandou uma mensagem carinhosa. São coisas pequenas que fazem seu dia nascer diferente. Ou o meu dia. Se a gente quiser...

À pessoa que fez meu dia de hoje ser assim. Sem nem saber que fez...

domingo, 25 de maio de 2008

Corpus Christi

As vezes é preciso ir até lá, viajar 184 km, para encontrar aquela pessoa que mora aqui pertinho, mas que você nunca vê. Porque naquele centro tem gente do Brasil inteiro. Se bobiar, até do mundo!
Mesmo as meninas mais roots passam pelo menos um blush para sair de casa e dar aquela voltinha. É um desfile de marcas, de botas, de cabelos lisos de chapinha. E quem não usa ou não faz nada disso, é porque quer aparecer e ser diferente. Pior ainda.
Os homens, que nessa hora realmente deram um azar incrível de nascer homens, pagam pelo menos R$ 80,00 seco (sem consumação) para entrar numa mísera pista de balada. E como todos compram e não reclamam, isso nunca vai mudar.
É quase impossível parar de comer. E nessa cidade, todos são gordinhos, seja da blusa de manga cumprida encoberta pela malha, pelo casaco e o cachecol, ou seja pelos inúmerol crepes, morangos com chocolate, pizza quadrada, pastel do Maluf, fondues e aquele chocolate quente (que um mini mini potinho custa R$ 5,00, mas que é realmente bem bom) de 2 em 2 minutos.
No shopping nem se fala em compras. Até porque chega a ser engraçado a grande inflação que rola. Pra tudo. Desde grandes marcas de roupa até uma batata frita do BK. Inflacionado. Simplesmente nada vale a pena. E eles sabem disso... E as pessoas que entram também sabem. Só entram pra se esquentarem, e na maioria das vezes, pra fazer um socialzinho básico, quem sabe encontrar alguém interessante.
Baden Baden? Montanhês? Nem pedindo lincença.

E apesar de tudo isso... Ainda existe aquele brilho. Aquele glamour de estar em Campos, mesmo que no auge da modinha. Ainda é bom passar em frente da Phoenix... Tantas noite, tantas pessoas, tantas dancinhas ridiculas em cima da mesa do camarote. Que delicia que era ficar naquela fila, com uma regata e uma jaquetinha em plenos 2 graus. Esperar a vez para mostrar o RG falsificado e passar nervoso antes de entrar... E só tinha pirralhada mas todo mundo ia. Ir pro centrinho e dar um milhão de voltas... Até encontrar o alvo. E quando encontrava, empinava o nariz e passava reto, fingindo que não viu. Ai aii... Estátuas humanas de anjo branco, cachorros andando por todas as ruas, e de vez em quando, uma nota de dois reais caida no chão.
Não sei se ainda tenho idade pra isso... Mas a verdade é, que sabendo que era assim, repeti tudo de novo.

Dedicado à Natalia e Gustavo, por sentirem frio comigo.

Para mim, minhas regras, Vi.

Para mim,
brinca aquele que sabe se divertir
não o que sabe as regras da brincadeira.

Para mim,
canta afinado aquele que canta desafinado
mas sente o que diz.

Para mim,
desenha aquele que sabe usar as cores com vontade
não o que se preocupa com a delimitação dos traços.

Para mim,
escreve certo aquele que escreve errado
mas vive o que está escrevendo.