As vezes é preciso ir até lá, viajar 184 km, para encontrar aquela pessoa que mora aqui pertinho, mas que você nunca vê. Porque naquele centro tem gente do Brasil inteiro. Se bobiar, até do mundo!
Mesmo as meninas mais roots passam pelo menos um blush para sair de casa e dar aquela voltinha. É um desfile de marcas, de botas, de cabelos lisos de chapinha. E quem não usa ou não faz nada disso, é porque quer aparecer e ser diferente. Pior ainda.
Os homens, que nessa hora realmente deram um azar incrível de nascer homens, pagam pelo menos R$ 80,00 seco (sem consumação) para entrar numa mísera pista de balada. E como todos compram e não reclamam, isso nunca vai mudar.
É quase impossível parar de comer. E nessa cidade, todos são gordinhos, seja da blusa de manga cumprida encoberta pela malha, pelo casaco e o cachecol, ou seja pelos inúmerol crepes, morangos com chocolate, pizza quadrada, pastel do Maluf, fondues e aquele chocolate quente (que um mini mini potinho custa R$ 5,00, mas que é realmente bem bom) de 2 em 2 minutos.
No shopping nem se fala em compras. Até porque chega a ser engraçado a grande inflação que rola. Pra tudo. Desde grandes marcas de roupa até uma batata frita do BK. Inflacionado. Simplesmente nada vale a pena. E eles sabem disso... E as pessoas que entram também sabem. Só entram pra se esquentarem, e na maioria das vezes, pra fazer um socialzinho básico, quem sabe encontrar alguém interessante.
Baden Baden? Montanhês? Nem pedindo lincença.
E apesar de tudo isso... Ainda existe aquele brilho. Aquele glamour de estar em Campos, mesmo que no auge da modinha. Ainda é bom passar em frente da Phoenix... Tantas noite, tantas pessoas, tantas dancinhas ridiculas em cima da mesa do camarote. Que delicia que era ficar naquela fila, com uma regata e uma jaquetinha em plenos 2 graus. Esperar a vez para mostrar o RG falsificado e passar nervoso antes de entrar... E só tinha pirralhada mas todo mundo ia. Ir pro centrinho e dar um milhão de voltas... Até encontrar o alvo. E quando encontrava, empinava o nariz e passava reto, fingindo que não viu. Ai aii... Estátuas humanas de anjo branco, cachorros andando por todas as ruas, e de vez em quando, uma nota de dois reais caida no chão.
Não sei se ainda tenho idade pra isso... Mas a verdade é, que sabendo que era assim, repeti tudo de novo.
Dedicado à Natalia e Gustavo, por sentirem frio comigo.
domingo, 25 de maio de 2008
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